Só mais tarde
Meu tempo é hoje
Me faço, desfaço e enlaço
agora não me contenho
Do passado, só me refaço
Como presente, só me tenho
Docemente
penteio
dessa árvore, os cabelos
Dos frutos que caem:
memoráveis lembranças saem
Nas lambanças sapateio,
aqui o pretérito dança
Se colho, me recolho
como e planto! - claro
Que é pra frutificar
Se no escuro me perco - claro
Que é para depois me reencontrar
Mas aí sou outra
- mais que claro: Problema não há
Existo e me fixo neste fugaz instante
O paradoxal é minha espinha dorsal
Faço do há pouco, um aprendizado
Coisa do cão seria morrer
No passado
ou
costurar futuro na pele do presente
- dói, sente?
Passado o presente amarrotado,
futuro adiante ante a esperançosa pupila, não sem antes, pensar
Reflitir,
aprender para desconcluir:
Seria eu a louca memória do por vir?
Só sei que não há desafio que não
en
frente
Sigo linha reta
Mesmo que aos tropeços,
pulo os calos da terra
Aqui no agora a minha vida
Certamente não se encerra
Sem antes admitir:
ao "só mais tarde" hoje faço guerra!
Pois ali eu não vivo ou vivi.
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