Labirinto sentimental

 


Num Escher labiríntico, nós vagantes

Desafiamos a gravidade 

Grave agora, só o deparar com o minotauro.

Talvez não haja luz no fim de tudo

Quem sabe, não haja fim de tudo se houver luz?

Provavelmente existiria esperança 

se apanhassemos a luminescência 

neon do cartaz de saída, 

como quem caça vagalumes

Antes que o clarão se apagasse.

De que tipo de saída se trata?

E enquanto perambulamos desencontrados

Nos perguntamos, rindo do chiste (pois só o riso salva):

Quem de nós dois pegará

o tal minoutauro pelo chifre?


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